segunda-feira, 26 de março de 2012

As Mutualidades - Um estilo de vida - "uns aos outros"


Nunca podemos esquecer o que cada um de nós é em relação aos seus irmãos na fé: membros do Corpo de Cristo.
O apóstolo fala assim: “Ora, vós sois corpo de Cristo, e, individualmente, membros desse corpo” (1 Coríntios 12.27). Que grande privilégio! Mas com esse privilégio temos também uma grande responsabilidade: “...porque somos membros uns dos outros” (Efésios 4.25). Ser membro do Corpo de Cristo leva cada um de nós a ser membro um do outro, numa relação que não se pode desfazer. Só o pecado, que nos afasta de Deus, pode afastar-nos uns dos outros. Temos um vínculo com os irmãos que não podemos e não queremos negar. Fomos redimidos pelo precioso sangue de Cristo e, assim, somos irmãos de sangue, pertencendo a uma só família, a família de Deus!

É impressionante o número de vezes que a Escritura fala de como devemos ser uns em relação aos outros. Aqui vai apenas uma seleção do que a Bíblia diz sobre nossos relacionamentos de irmãos. E que seleção! Agrupamos os mandamentos chamados recíprocos, isto é, de uns para com os outros em quatro seções, como vemos abaixo:

I – Os discípulos identificam-se uns com os outros e descobrem o valor dos relacionamentos:

1.Amam uns aos outros, realizando o que de mais precioso há na terra para realizar, cumprindo o mandamento de Cristo: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei...” (João 13.34). E que padrão elevado: como Ele nos amou! A graça de Deus, no Espírito Santo, nos ajude nisso!

2.Aceitam uns aos outros, porque não há amor verdadeiro sem aceitação do outro: “Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu” (Romanos 15.7). Eis outro alto modelo! Como Cristo!

3.Demonstram seu mútuo afeto de modo prático e puro: “Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo” (2 Coríntios 16.20).

4.Cuidam uns dos outros: “...cooperam os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros” (1 Coríntios 12.25).

5.Sujeitam-se uns aos outros:“...mas enchei-vos do Espírito...sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Efésios 5.18,21). Que maneira prática de encher-se do Espírito! Como a igreja precisa disso!

6.Suportam uns aos outros: “Suportai-vos uns aos outros” (Colossenses 3.13). Este “suportar” não é “agüentar”, mas, sim, servir de suporte, de sustentação. Que serviço, hein, irmãos?!


II – Os discípulos protegem o Corpo de Cristo assim:

1.Não invejam uns aos outros: “Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” (Gálatas 5.26). A inveja mata o invejoso, não o outro!

2.Não julgam uns aos outros: “Não nos julguemos mais uns aos outros” (Romanos 14.13). Tal julgamento põe pedra de tropeço no caminho dos irmãos!

3.Não se queixam uns dos outros: “Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas” (Tiago 5.9).

4.Não falam mal uns dos outros: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros” (Tiago 4.11). Quem desfaz a imagem do irmão, desfaz a imagem do corpo.

5.Não mentem uns aos outros: “Não mintais uns aos outros, uma vez que nos despistes do velho homem” (Colossenses 3.9). O novo homem em Cristo detesta a mentira!

6.Confessam seus pecados e faltas uns aos outros: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros...” (Tiago 5.16). Os membros do corpo se conhecem mesmo e têm mútua confiança!

7.Perdoam-se uns aos outros: “...perdoando-vos uns aos outros. Como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Efésios 4.32).


III – Os discípulos cooperam para o mútuo crescimento:

1.Edificam-se uns aos outros: “Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente...” (1 Tessalonicenses 5.11).

2.Ensinam-se uns aos outros: “Instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria...” (Colossenses 3.16).

3.Encorajam-se uns aos outros: “...exortai-vos mutuamente cada dia...” (Hebreus 3.13). Exortar é estimular, encorajar!

4.Falam uns aos outros com louvor: “...falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor...” (Efésios 5.19).


IV – Os discípulos cuidam uns aos outros:

1.Servem uns aos outros: “...sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor” (Gálatas 5.13).

2.Levam os fardos uns dos outros: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gálatas 6.2). A lei de Cristo é o amor, que requer atitude prática como a dele.

3.São mutuamente hospitaleiros: “Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração” (1 Pedro 4.9). A hospitalidade requer deixar de lado todo egoísmo e comodismo.

4.São bondosos uns para com os outros: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros” (Efésios 4.32).

5.Oram uns pelos outros: “...e orai uns pelos outros para serdes curados...” (Tiago 5.16).

Tais mandamentos recíprocos não constituem uma “lei” exterior, imposta aos discípulos, mas fluem da nossa vida, pela raiz da vida cristã, que é o amor que o Espírito Santo derramou em nossos corações. Ficamos sob a bênção do Altíssimo Deus, quando de coração obedecemos à sua vontade. Assim seja com todos nós. Amém! Aleluia! Amém! Aleluia!

Moysés Cavalheiro de Moraes



A Porta do Reino de Deus


Jesus nos deu a incumbência de fazer discípulos.

Uma pergunta que surge freqüentemente é: o que devemos falar para fazer discípulos? Para responder a esta pergunta, devemos primeiro ler At 2:22-39. Aqui nós observamos a primeira investida da Igreja, quando ela começa a obedecer ao mandamento de Jesus. Qual o conteúdo da mensagem de Pedro? Esta pregação se divide em duas partes:

a) Pedro fala sobre Jesus, sua vida e sua obra.

v22- Fala dos milagres prodígios e sinais (obra tremenda e grandiosa)

v23- Fala da sua morte na cruz (mostrando que o Pai o entregou)

v24-32- Fala da sua ressurreição usando duas provas: as promessas feitas a Davi (v24-32) e o testemunho deles mesmos, que viram a Jesus ressuscitado(v32)

v33-35- Fala da exaltação de Jesus.

v36- Proclama que Jesus é Senhor e Cristo.

Esta proclamação sobre Jesus, sua vida, morte, ressurreição, exaltação e senhorio é que vai produzir fé no coração daquele que ouve. Ninguém pode experimentar o novo nascimento se não for pela fé no Senhor ressuscitado (Rm8:9). Isto não pode ser feito de maneira formal ou acadêmica, mas deve ser dada com simplicidade, alegria, autoridade e unção do Espírito Santo. Aquele que proclama deve estar cheio de fé, para produzir fé naquele que ouve.

b) Pedro fala a eles o que devem experimentar de entrada no Reino de Deus.

Quando os que ouviram Pedro deram crédito a sua palavra e temeram (v37), então Pedro lhes deu a segunda parte da mensagem (v38). Na primeira parte (v22-36) ele falou do que Jesus fez. Agora ele vai falar do que Jesus quer que nós façamos.

"Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo." At 2:38

Aqui há uma indicação clara. São três realidades distintas que devem ser experimentadas logo no início de nossa vida com Cristo.

• As duas primeiras são condições para entrarmos no Reino de Deus.

• A terceira é uma promessa de Deus aqueles que preenchem as condições.

Podemos dizer que esta é a Porta do Reino. A fé na proclamação de Jesus não é a própria entrada no reino. A fé é a base, aquilo que vai me dar poder para entrar, vai me dar poder para ser um filho de Deus (Jo1:12).

A fé não é a porta do reino, ela é o que dá poder para entrar.

A porta de entrada do Reino de Deus constitui em:

• Arrepender-se

• Ser batizado em nome de Jesus e

• Receber o dom do Espírito Santo

Vimos então que Pedro falou de duas coisas: Falou de Jesus e da Porta do Reino. Isto é o que devemos falar para fazer discípulos.

Falar da obra de Jesus na esperança de que os homens creiam sem colocar as condições para ser um discípulo, produz uma fé que não tem como se expressar e logo se torna uma fé morta. Este tem sido um dos principais erros da Igreja neste século.

Por outro lado, falar das demandas (exigências) do reino, sem comunicar a graça de Jesus Cristo produz uma religiosidade legalista e sem poder. Do mesmo modo que estar arrependido e batizado sem receber o Espírito Santo implica numa vida infrutífera no desempenho do seu serviço.

É necessário comunicar a Verdade sobre Jesus:

Os mandamentos e a Promessa de At 2:38.

. A verdade produz fé para a obediência;

. Os mandamentos direcionam essa obediência;

. e a promessa capacita para o testemunho.





O que é arrependimento?

...Nós estamos rodeados de conceitos do mundo e de conceitos religiosos que não definem exatamente nosso problema com Deus.

É muito importante entendermos bem o que é arrependimento. Nós estamos rodeados de conceitos do mundo e de conceitos religiosos que não definem exatamente nosso problema com Deus. Ora, se não entendermos bem qual é o problema, como poderemos saber qual é a solução?

Todo mundo que ouvir o evangelho deve ter esta luz, este entendimento: qual é o seu problema com Deus, e qual a solução desse problema.

Para compreender, devemos analisar como tudo começou, como foi a queda do homem (Gn 3:1-7). Aqui nos temos a descrição da entrada do pecado no mundo. Geralmente se diz que o pecado de Adão foi a desobediência, mas isto não define exatamente o problema. Na verdade a desobediência já é um fruto do pecado, é uma conseqüência do pecado e não o próprio pecado.

A chave para este entendimento está nas palavras: "...como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal" (v5) e "...árvore desejável para dar entendimento" (v6). Porque o conhecimento era tão tentador para Adão? Porque queria tanto ter entendimento, a ponto de se arriscar ao castigo da morte que Deus tinha prometido? É simples. Até aquele momento, ele vivia em uma relação de total dependência de Deus, necessitava da orientação de Deus para tudo, era dirigido por Deus e pela sua sabedoria (pv 8:22-31). Para que ele queria conhecimento e sabedoria que vinham de uma árvore e não de Deus?

Adão queria dirigir a própria vida, queria fazer sua própria vontade, ser seu próprio Deus. Adão queria INDEPENDÊNCIA.

Isto não foi algo que Adão fez, foi uma decisão interior no seu coração. Uma disposição de ser independente, de ser o dono de sua própria vida. O pecado foi consumado pela sua desobediência, mas foi gerado por uma atitude interior de REBELIÃO.

Quando Adão pecou, sua própria natureza humana se degenerou. O pecado se tornou parte de sua natureza e, portanto, a herança de toda raça humana, pois todos são descendentes dele (Rm 5:12;19). O problema de Adão, agora é o problema de toda a raça humana. Qual é o nosso problema então?

O nosso maior problema aos olhos de Deus não está nas coisas erradas que fazemos, mas sim na nossa atitude interior de INDEPENDÊNCIA e rebelião. Todos os pecados que cometemos são conseqüência desta disposição interior. Quando no meu interior há uma atitude de independência (sou dono da minha vida, faço a minha vontade), como conseqüência disto, os meus atos e as coisas que vou fazer no meu dia a dia não vão agradar a Deus. Entendemos então, que o problema principal é A INDEPENDÊNCIA (o pecado), enquanto que os atos pecaminosos (os pecados) são a conseqüência.

Aqui cabe uma pergunta: É suficiente que o homem abandone alguns pecados mais grosseiros (como os vícios, a orgia e a idolatria), e creia em Jesus para o perdão dos pecados, sem, entretanto, resolver o seu problema fundamental que é a independência? A resposta é NÃO. Deus quer atingir a raiz do problema. Ele quer que mudemos de atitude, que abandonemos a INDEPENDÊNCIA e nos tornemos DEPENDENTES de Deus.

A palavra do evangelho de Jesus, não é para curar superficialmente a ferida do homem. Deus quer tratar a causa do problema e não apenas a conseqüência. E para isto Ele mandou o seu filho Jesus. Ele não veio trazer apenas o perdão dos pecados, mas, veio trazer a solução do problema do pecado e da rebelião. E como fez isto? Pregando o evangelho do reino (Mt 4.23; 9.35; Mc 1.14,15; Lc 4.43; 8.1; 9.60; 16.16). Os apóstolos também pregaram o evangelho do reino (At 8.12; 19.8; 20.25; 28.23,30,31).

O que é o evangelho do reino? O evangelho do reino é o fim da rebelião e da independência do homem.

Deus quer perdoar, mas também quer governar, quer reinar sobre o homem. E este é o significado do arrependimento. No grego a palavra que aparece é "metanóia", que significa mudança de mente, mudança de atitude interior. Que mudança é esta? É a troca de uma atitude de INDEPENDÊNCIA para uma atitude de DEPENDÊNCIA. Da atitude de rebelião (faço o que eu quero) para a atitude de submissão (pertenço a Deus para fazer a sua vontade).

Quando mudamos a nossa atitude para com Deus, mudam também os nossos atos. Quando mudamos somente os nossos atos (deixamos de fazer algumas coisas que consideramos muito erradas), mas continuamos no interior com uma atitude de independência, estamos ainda em rebelião e necessitamos de arrependimento.

Atitude Anterior: Independência = Rebeldia: faço o que eu quero

Nova Atitude: Dependência = Obediência: Sujeito-me a Cristo em tudo

Nesta ilustração, os galhos representam os pecados (os atos pecaminosos), e o tronco da árvore representa o pecado (a atitude de rebelião e independência). Se cortarmos os galhos (os pecados), mas deixarmos o tronco (o pecado), o problema continua e logo os galhos vão começar a crescer novamente. Necessitamos é de cortar o tronco.

Como fazer isto? Arrependendo-se. Isto é, abandonando a independência.

Pelo conceito comum, arrependimento é um mero sentimento de tristeza pelos pecados cometidos. Agora Deus está nos revelando algo mais sólido: por meio do verdadeiro arrependimento, temos o nosso interior totalmente mudado, vivemos uma nova vida, estamos com uma atitude correta diante do nosso Senhor. ALELUIA!

Toda a pregação de Jesus estava impregnada dessa mensagem. Jesus não pregava um evangelho "fofinho", um evangelho de ofertas, mas pregava um evangelho contundente e extremamente exigente. Toda a sua pregação visava levar o homem a um verdadeiro arrependimento, a uma revolução interior. Ele mostrou de que maneira prática o homem poderia experimentar este arrependimento.

Que é necessário para se arrepender e se tornar um discípulo de Jesus?

Basicamente quatro coisas:

1º- NEGAR-SE A SI MESMO (Mc 8.34). Não é negar apenas alguns pecados. É...

2º- TOMAR A CRUZ (Mc 8.34). Mas que é tomar a cruz? É...

3º- PERDER A VIDA (Mc 8.35). Como ocorre isto? Devo morrer literalmente? Não. Esta é uma realidade espiritual, é o próprio arrependimento. Até hoje, a vida era minha, eu era meu dono. Mas agora, eu perco minha vida porque a entrego para Deus. A partir de hoje Ele é o meu dono. Deus só pode governar a minha vida se eu a entrego voluntariamente. Mas para fazer isto eu devo estar disposto a perdê-la. Mas arrependimento também envolve...

4º- RENUNCIAR A TUDO QUE POSSUI (Lc 14.33). Se eu próprio já não pertenço a mim mesmo, muito mais as coisas que eu possuía. Agora tudo pertence a Deus. Família, emprego, casa, móveis, automóvel, salário, poupança, etc, tudo é de Deus.

Mas agora temos mais uma pergunta a responder: É esta a mensagem que a igreja tem pregado? Lamentavelmente não. A pregação da igreja tem sido muito mais a de um evangelho de ofertas do que do evangelho do reino. Mas alguém diria que não. Alguém diria que ultimamente Deus tem levantado a muitos na igreja falando sobre o reino e proclamando que Jesus é o Senhor. Bem, isto é verdade. Mas na essência a igreja não tem mudado muito a sua mensagem. Vamos analisar isto:

Quando Jesus colocava as condições do reino, Ele sempre começava com: "...se alguém quer ser meu discípulo...;", e logo a seguir vinham as condições. Estas eram condições para ser um discípulo, para ser um convertido, um salvo. Eram condições para entrar no reino de Deus. Não era uma opção para ser mais consagrado, para crescer na fé, ou para se tornar pastor. O arrependimento, com tudo o que ele significa e produz, está na PORTA DE ENTRADA e não no caminho. Não vemos Jesus pregando um evangelho "fofinho" (creia e mais nada), pois a porta é estreita e apertado é o caminho. Mas quem vai querer perder a vida se na entrada já lhe prometeram salvação e vida eterna sem condição nenhuma? Esta pregação tem enchido a igreja de religiosos que não estão submissos a autoridade de Jesus. Devemos mudar esta situação, e o principal para isto é entender que:

A SUBMISSÃO TOTAL A AUTORIDADE DE JESUS NÃO É UMA OPÇÃO PARA O SALVO, MAS UMA CONDIÇÃO PARA SER SALVO.

Em face desta verdade podemos observar que hoje há no mundo três tipos de homem. O primeiro não quer saber de Deus. O segundo está muito interessado em Deus. O terceiro vive para Deus. São eles:

O incrédulo: Não quer dizer necessariamente ateu. É alguém que não tem interesse em Deus. Qual é o seu problema? É que este governa a sua vida. Controla todas as áreas de sua vida conforme a sua vontade e para seu próprio prazer. Tem o EU no centro de sua vida. Ele vive para si mesmo.

O religioso: É muito diferente do incrédulo. Acredita em Deus, lê a Bíblia, ora, canta, vai a reuniões, chama Jesus de Senhor, etc. Mas qual o seu problema? O mesmo do incrédulo. Tem o EU no centro. Vive para si mesmo. E Deus? Deus existe para abençoá-lo, curá-lo, servi-lo e salvá-lo. É um quebra-galho. Este está pior que o incrédulo porque está se enganando.

O discípulo: Não vive mais para si mesmo. Vive para Deus. Toda sua vida está estruturada em função da vontade de Deus. Jesus é o SEU SENHOR. Este experimentou um verdadeiro arrependimento. Que diferença entre um discípulo e um religioso! Que amor! Que prontidão! Que docilidade! Como cresce e frutifica! Graças a Deus pela revelação do seu reino!

Você sabe para que você existe?


A palavra de Deus diz que o seu propósito é ter uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus, para a Sua glória:

"Criou Deus o Homem à sua imagem...os abençoou e lhes disse: sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a..." (Gn 1:27-28)

"Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem do seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Rm 8:29)

MAS O PECADO É O DESVIO DO PROPÓSITO

O pecado de Adão foi que ele decidiu viver independente da vontade e do propósito de Deus. Deus ao criar Adão, provou a sua submissão. Colocou diante dele duas árvores especiais que nos revelam dois princípios de vida:

A árvore do conhecimento do bem e do mal e a árvore da vida. (Gn 2:9) Se Adão comesse da árvore do bem e do mal, estaria dizendo para Deus que as questões do bem e do mal ele decidiria, independente da vontade de Deus. O fruto desta árvore era a morte ou vida separada de Deus.

Por acaso não é este o problema básico do homem? Ou vive para a sua vontade ou vive para a vontade de Deus! E você vive para quem?

E nós, por nascermos com a natureza de Adão, herdamos as conseqüências de seu pecado:

1. Em Adão nascemos pecadores;

2. Em Adão Deus nos vê como mortos, sem vida com ele;

3. Em Adão somos criaturas de Deus, não seus filhos.

"Portanto, assim como por um só homem (Adão) entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos (em Adão) pecaram..." (Rm 5:12)

A RESTAURAÇÃO DO PROPÓSITO

A salvação em Cristo é o meio que Deus empregou para restaurar o Seu propósito eterno. Pois tudo que perdemos em Adão, agora é restaurado em Cristo:

1. Se em Adão nascemos pecadores, em Cristo temos o perdão dos pecados;

2. Se em Adão estamos mortos para Deus, em Cristo temos vida com Deus;

3. Se em Adão somos criaturas de Deus, em Cristo somos filhos de Deus.

"E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura (ou criação): as coisas antigas já passaram (vida em Adão e suas conseqüências do pecado); eis que se fizeram novas (vida em Cristo e suas bênçãos da nova vida)" (2 Co 5:17)

Você está em Cristo ou em Adão?

Sim, você está em Adão, mas pode estar em Cristo, pois

“Agora Deus diz que nos aceitará e todos nós podemos ser salvos deste modo, vindo a Cristo, não importa o que somos ou que temos sido”.(Rm 3:22)

“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”.(Is 55:6)

Em quem você quer estar?Em Cristo? Ou em Adão?

A VIDA E OBRA DE JESUS

Se queremos estar em Cristo, devemos conhecê-lo. Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6)

Veremos as verdades que a palavra de Deus dá testemunho do Senhor Jesus. Se você crer nestas verdades, então estará nascendo a fé de Deus em seu coração. O Filho de Deus:

SEMPRE EXISTIU

"No princípio era o verbo (o Filho), e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez" (Jo 1:1-3)

TORNOU-SE HOMEM

"E o verbo se fez carne e habitou entre nós..." (Jo 1:14)

NUNCA PECOU

“O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano" (1Pe 2:22)

FEZ GRANDES OBRAS

“...como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e Poder, o qual andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele" (At 10:38)

MORREU PELOS NOSSOS PECADOS

"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores." (Rm 5:8)

Por nascermos em Adão já nascemos em pecado. Deus diz em sua palavra que a recompensa do pecado é a morte ou a vida separada dele. (Rm 5:12 e 6:23)

Mas Deus em seu amor enviou seu Filho Jesus para tomar nossa condição pecaminosa e morrer em nosso lugar, derramar seu sangue para perdoar nossos pecados e nos restaurar no propósito de Deus.


RESSUSCITOU

"...ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte..." (At 2:24)

FOI EXALTADO

"...pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai" (Fp 2:9-11)


VOLTARÁ

“Então, aparecerá no céu o sinal do filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória" (Mt 24:30)


A PORTA DO REINO

Para sermos salvos da vida de Adão e das conseqüências do pecado, e em Cristo fazermos parte do propósito de Deus, três mandamentos da porta do reino devemos obedecer:

1. Nos arrepender;

2. Sermos batizados;

3. Recebermos o dom do Espírito.

"...arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo" (At 2:38)

Vejamos os três mandamentos:

ARREPENDIMENTO

Arrependimento é mudança de atitude interior; deixar de viver independente da vontade de Deus, para em tudo depender da vontade dEle.

Jesus nos mandou:

1. Negar a si mesmo. Não apenas alguns pecados. Negar-se é...

2. Tomar a cruz. Mas o que é toma a cruz? Significa ...

3. Perder a vida. Até hoje eu mandava na minha vida, mas agora eu entrego o direito dela ao meu novo Senhor - JESUS.

4. Renunciar a tudo. Se Jesus é o Senhor da minha vida, então tudo o que sou e tenho pertence a Ele.

"Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome sua cruz e siga-me. Quem quiser, pois, salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por minha causa, salva-la-á. Que aproveita o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mc 8:34-36)

"Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renunciar a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo" (Lc 14:33)

BATISMO

Quando somos batizados, Deus faz uma operação que só Ele pode fazer: nos transfere da vida de Adão e suas conseqüências do pecado, para a vida de Cristo e suas bênçãos da nova vida:

"Porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes" (Gl 3:27)


Quando somos batizados em Cristo, tudo o que é de Cristo passa a ser nosso mediante a fé.

1. Participamos de suas experiências (Rm 6:3-4)

- Sua morte é a nossa morte para o pecado, o mundo e o domínio de satanás;

- Sua ressurreição é nossa ressurreição para nova vida com Deus;

- Sua exaltação como Senhor é nossa vitória contra o mal.


2. Participamos da sua obra salvadora

- Somos salvos do pecado, do mundo e do diabo (Mc 16:16)

- Somos perdoados (At 2:38)

- Somos introduzidos no corpo de Cristo (a igreja) e feitos discípulos (Mt 28:18-20)

DOM DO ESPÍRITO SANTO

Deus nos capacita a viver os mandamentos do evangelho do reino nos dando poder do seu Espírito:

"...mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra." (At 1:8)

A SALVAÇÃO EM CRISTO

Não somos salvos por nossas obras. Somos salvos pela obra de Cristo, mediante a fé Nele. (Ef 2:8-9)

Se você crer na vida e obra de Jesus e obedecer os mandamentos da porta do reino, então será salvo da vida de Adão e das conseqüências do seu pecado, e restaurado no propósito eterno de Deus Pai.

"Se, com a tua boca, confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Rm 10:9)

ORDEM DO SENHOR JESUS

O senhor quer que sejamos discípulos e façamos discípulos:

1. A ordem: Fazei discípulos

2. O meio: Batizando-os

3. A meta: Ensinando-os

"Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Mt 28:18-20)

Reino de Deus


A COMPREENSÃO DO REINO

O Reino de Deus não é um lugar, um território. Não é o céu. Não é a Igreja. Não é alguma coisa, um objeto, um estado.

Gramaticamente falando, a palavra Reino é um substantivo. Existem substantivos que indicam coisas, pessoas, lugares, sentimentos, etc. Mas, também existem substantivos que indicam ação, por exemplo: a palavra salvação é substantivo que indica ação. O dicionário traduz esta palavra

como: ação de salvar. Preparação: ação de preparar. Reino é um substantivo que indica uma ação. REINO é uma ação de reinar. O Reino de Deus é uma ação. Essa ação é um ato, é a realidade mais absoluta do universo. O Reino de Deus é o reinar de Deus. Esta realidade não se pode ser vista pelos olhos físicos. Por isso Jesus disse que: "todo aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus" (Jo 3:3)

O universo não está na deriva, no universo existe um centro e neste centro existe um trono, neste trono Deus está reinando. Ele REINA! E sempre reinou! O seu Reino é um Reino de todos os séculos e o Seu Senhorio de todas as gerações. O seu trono está firme eternamente e para sempre. Ele reina sobre tudo o que existe, Ele sustenta todas as coisas através da palavra do seu poder. Ele é a autoridade suprema do universo, Reina sobre os anjos, sobre principados e potestades, sobre satanás e seus demônios. Reina sobre as nações, sobre os reis, sobre os homens, sobre a natureza. ELE É O SENHOR DA HISTÓRIA!

O Reino de Deus significa que Ele é o dono de tudo o que existe. Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. (Sl. 24:1)

Tudo o que existe no mundo pertence ao Senhor. Todos os campos, as montanhas, os mares, os peixes, os animais. Toda a fauna, os minerais, os homens, tudo, absolutamente tudo pertence ao SENHOR.

Legitimamente, por direito inerente, Ele é o criador de tudo. Nós não somos donos de nada, nada é nosso. Nosso corpo, nossa família, nossos filhos, terreno, a casa, o dinheiro, o tempo, a saúde, os dons, os talentos; tudo, absolutamente tudo pertence ao Senhor.

Ele é o juiz universal. Um dia todos nós devemos nos apresentar diante Dele para prestarmos contas do que fizemos e o que decidimos em nossas vidas que Ele nos deu e, se vivemos de acordo com a vontade de Deus ou a nossa. Tudo o que fizemos com os nossos bens que nos foi confiado para que administrássemos. Nada será escondido neste dia. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo (Heb. 9:27).

O EVANGELHO DO REINO DE DEUS

"...veio Jesus a Galiléia pregando o evangelho do Reino de Deus, dizendo: o tempo está cumprido e o Reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho." Mc 1:14-15

Que quer dizer a palavra evangelho? Boas notícias. E qual é a boa notícia? A boa notícia do Reino de Deus. Esta foi sua primeira mensagem. Ele veio pregando o Reino de Deus, e dizia o seguinte: "O tempo está cumprido..." Chegou a hora! O Reino de Deus chegou, creiam nesta boa notícia e mudem de atitude. Creiam no que estou dizendo, o Reino de Deus chegou. Que boa notícia! Este Reino havia se afastado por causa do pecado do homem. E, quando pecaram, foram expulsos desse Reino de Deus. Mas agora, eu vim até vocês e o Reino de Deus é chegado; "arrependei-vos e crede nesta boa notícia que lhes dou..."

"E, sendo já dia, saiu, e foi para um lugar deserto; e a multidão o procurava, e chegou junto dele; e o detinham, para que não se ausentasse deles. Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus; porque para isso fui enviado." Lc 4: 42-43

Jesus anunciava o evangelho do Reino de Deus, pois, para isso tinha sido enviado. O tema de Jesus não só naquelas cidades da Galiléia, mas em todas as cidades pelas quais passava, era anunciar o evangelho do Reino de Deus.

"E aconteceu, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele" Lc 8:1

É interessante que em todas as cidades e aldeias, o tema de Cristo, o tema de sua pregação era o Reino de Deus. E os doze iam com ele, viam que em uma cidade, e em outra, e em outra, sempre falava o mesmo.

"E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios, para curarem enfermidades. E enviou-os a pregar o Reino de Deus, e a curar os enfermos" Lc 9:1-2

Jesus não lhes enviou para pregar cura, mas, enviou-os para pregar o Reino de Deus e a cura os enfermos. Como discípulos do Senhor Jesus, em todas as cidades as quais foram enviados passaram também a pregar sobre o Reino de Deus, pois, tinham aprendido a pregar o mesmo tema do seu mestre. E expressamente a passagem diz: "Enviou-os a pregar o Reino".

"E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir... E, em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que vos for oferecido. E curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus." Lc 10: 1; 8-9.

Esse Rei do universo fez-se homem na pessoa de seu filho, o filho de Deus, o verbo eterno se fez carne, o Rei se fez servo, o dono de tudo se fez pobre, o criador se tornou criatura, o juiz deixou a sala do trono para ocupar o lugar do réu, de pecador. Por quê? Para quê?

Por que todos nós estávamos rebelados contra o seu Reino, pecamos contra Ele, desconhecíamos a sua autoridade, vivíamos como queríamos, mas Ele nos amou. Ele veio para nos salvar, para nos dar uma nova oportunidade. Veio nos chamar para o arrependimento, nos chamar para o seu Reino. Por isso foi por todas as partes anunciando as boas noticias do Reino, dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho. (Mc. 1:15)

O Reino de Deus chegou? Onde? Como? Aquele que reina está entre nós, bem-aventurados os que crêem, bem-aventurados os humildes, os que choram, os mansos... porque deles é o Reino de Deus. Daqueles que buscam primeiro o Reino de Deus que desejam que Ele governe a sua vida, as demais coisas são secundárias, o Pai nos dará as demais coisas. Aqueles que quando oram rasgam o seu coração dizendo: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu (Mt. 6:9-10).

Esse filho de Deus, para poder salvar-nos carregou nossos pecados sobre o seu corpo, morreu na cruz em nosso lugar, pagou a nossa condenação. Mas ao terceiro dia, ressuscitou, foi exaltado pelo Pai, se assentou em seu trono, e o Pai o fez Senhor!

“...pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. Fl. 2: 6-11.

Para que Jesus seja o nosso Salvador, devemos reconhecê-lo como Senhor.

Conheça Jesus e encontre o sentido da vida!

Deus te abençoe!

O Propósito Eterno


Tudo o que fizermos, só terá valor eterno, na medida em que cooperar com o propósito de Deus.

Este é um tema básico, fundamental. Devemos receber totalmente em nossos corações as verdades aqui contidas. Não pode ser um mero estudo de uma apostila. Deve tomar conta de todo o nosso ser. Mente e coração devem estar tomados do conhecimento da glória que há no propósito do Senhor. O propósito (alvo, meta) é que vai direcionar todo o nosso comportamento, trabalho, ênfase, enfoque e maneira de agir. Se quisermos verdadeiramente cooperar com Deus, devemos conhecer bem seus desejos, seu propósito, seu coração.

Um erro muito comum

Por anos, muitos cristãos tem vivido sem conhecer qual é o propósito (objetivo) de Deus para com suas vidas. Muitos tem crido, equivocadamente, que nossa meta como cristãos é chegar aos céus. Baseiam-se para isso em textos como os de I Timóteo 2:3-4; II Pedro 3:9 e ainda João 3:16. Vendo a Bíblia com um enfoque humanista, (isto é, o homem no centro), concluem que o propósito de Deus é a salvação dos homens. Tudo gira em torno do homem e de suas necessidades.

Esta visão equivocada ocorreu porque sempre víamos o propósito de Deus começando com a queda do homem. Sendo assim, como o homem está perdido, a salvação do homem se tornou o centro do propósito eterno de Deus. Aqui estava o erro e aqui devia ser feita a correção. É claro que Deus quer salvar a todos os homens. Isto vemos claramente nos textos de I Timóteo 2:3-4; II Pedro 3:9 e João 3:16. Mas nós não devemos confundir aquilo que Deus deseja com o que é o seu propósito. O propósito de Deus não surgiu com a queda do homem, é algo que já estava em seu coração desde antes da fundação do mundo (Efésios 1:4,11).

Então podemos argumentar da seguinte forma: se antes da fundação do mundo Deus tinha o propósito de salvar o homem, e fez o homem para cumprir este propósito, então Deus é cúmplice do pecado. Deus necessitava que o homem pecasse para poder cumprir o seu propósito. Quando Deus disse: "Não coma deste fruto", na verdade, Ele queria que o homem comesse e pecasse, e ficasse perdido e em trevas, para, então, poder cumprir com seu propósito de salvar os homens.

Tudo isso é uma grande contradição. É claro que Deus quer salvar os homens, mas isto foi necessário por causa da queda. Entretanto, necessitamos conhecer a primeira intenção de Deus, o propósito que Ele tinha em seu coração quando fez o homem, pois seu propósito é imutável. DEUS NÃO MUDOU DE PROPÓSITO POR CAUSA DA QUEDA.

Qual a Intenção de Deus ao Criar o Homem?

"Também disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gênesis 1:26).

a) A intenção de Deus ao criar o homem era de ter uma grande família de muitos filhos à sua própria imagem, e encher a terra com uma família que expressasse a sua glória e autoridade (Gênesis 1:27-28).

b) Como Adão tinha sido criado à imagem de Deus, e cada ser se reproduzia segundo a sua própria espécie, quando Adão e Eva se multiplicassem, reproduziriam filhos a imagem de Deus.

Como o Pecado Interferiu?

Todos nós conhecemos a triste história. O pecado de Adão foi uma intromissão violenta e diabólica no propósito de Deus. Por meio dele o homem se tornou culpado, alvo da ira de Deus, merecedor de castigo eterno, expulso da presença de Deus e sem comunhão com Ele. "O salário do pecado é a morte".

Mas houve uma conseqüência ainda maior. O problema não foi apenas que o homem se tornou culpado diante de Deus, mas também a sua própria natureza se "estragou", se corrompeu. O homem perdeu a imagem de Deus, tornou-se numa outra criatura. Não era mais o mesmo homem, era um homem morto para Deus; inútil para cumprir seu propósito.

Já sabemos que cada ser se reproduz segundo a sua própria espécie. Portanto, quando Adão se corrompeu, toda a sua descendência ficou arruinada. (Gênesis 5:3; Romanos 5:12).

Deus desistiu do Seu propósito?

Embora o homem pecasse, Deus não mudou o seu propósito inicial. Deus não tem diversos planos, nem muitos propósitos; não criou um novo alvo, nem abriu mão do que queria desde o princípio.

Deus necessita agora criar uma nova raça, porque todos os descendentes do primeiro homem ficaram inúteis para o seu propósito. Como fez isso?

"O primeiro homem, Adão, foi feito ser vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual e, sim, o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e como é o homem celestial, tais também os celestiais." (I Coríntios 15:45-48).

Pelo nascimento natural (de carne e sangue), pertencemos a raça de Adão, estragada e inútil. Mas pelo novo nascimento nos tornamos participantes da raça celestial.

Adão perdeu a imagem de Deus porque foi rebelde (Gênesis 3:1-7). Jesus, que é a imagem do Deus invisível (Colossenses 1:15), sempre fez a vontade do Pai (João 4:34), e em tudo lhe agradou (João 8:29), foi obediente até a morte (Filipenses 2:8).

Todo o homem que crê naquele que o Pai enviou (João 6:29), nega-se a si mesmo e toma a sua cruz (Mateus 16:24), perde a sua vida (Mateus 16:25), recebe o senhorio de Jesus Cristo (Romanos 10:9) e se batiza em Jesus Cristo (Marcos 16:16), este se torna uma nova criatura (II Coríntios 5:17), recebe a natureza de Deus (II Pedro 1:4) e recebe a imagem daquele que o criou (Colossenses 3:10).

Toda a glória do plano de Deus havia se perdido no pecado. Mas Deus Pai não desistiu. Qual a sua esperança? "Cristo em vós, a esperança da glória" (Colossenses 1:27).

A Salvação é um Meio e não um Fim

A obra redentora de Cristo Jesus é algo tão tremendo, tão maravilhoso, que corremos o risco de vê-la como se fosse o todo. Esta salvação é tão grandiosa que temos a tendência de confundi-la com o próprio propósito de Deus. Mas não é assim.

Jesus Cristo, o admirável Filho de Deus, com sua obra redentora, deu uma nova vida ao homem, restaurando-lhe a comunhão com o Pai. E também deu a Deus os recursos de infinita graça, para que ele continue com o seu plano eterno. A redenção efetuada por Jesus Cristo e encarnada pela igreja, é O MEIO para Deus restaurar todas as coisas, e assim concluir seu propósito.

A redenção nunca poderia ser UM FIM em si mesma, mas apenas UM MEIO de graça para consertar um grande erro. Para Paulo, a redenção nunca foi o propósito de Deus. Ele entendia que o propósito de Deus era a família eterna (Efésios 1:4-5; Romanos 8:28-29). Uma família perfeita em Cristo (Filipenses 3:12-14). Sua obra para o Senhor NÃO CONSISTIA EM BUSCAR APENAS A REDENÇÃO DO HOMEM, MAS EM APRESENTAR ESTE HOMEM A DEUS, RESTAURADO À IMAGEM DE JESUS CRISTO (Colossenses 1:28).

Como se Define o Propósito Eterno de Deus Hoje ?

"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados SEGUNDO O SEU PROPÓSITO. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem CONFORMES A IMAGEM DE SEU FILHO, a fim de que Ele seja o primogênito entre MUITOS IRMÃOS" (Rm8:28-29).

Este texto nos mostra com clareza que Deus quer UMA FAMÍLIA DE MUITOS FILHOS SEMELHANTES A JESUS. Vejamos por etapas:

UMA FAMÍLIA. Isto nos fala da UNIDADE. Este é um requisito indispensável para o cumprimento do propósito de Deus. Embora isto não esteja enfatizado no texto acima (nem seria necessário), porque filhos a imagem de Jesus não podem ser brigões e facciosos, está claro em outras passagens como: João 17:20-22; I Coríntios 1:10-12; 3:1-4; 10:16-17; Efésios 2:14-16; 3:15; 4:1-6, 12-16; Filipenses 1:27; 2:1-4.

DE MUITOS FILHOS: Isto nos fala de MULTIPLICAÇÃO. Discípulos fazem discípulos, etc. (Mateus 28:18-20).

SEMELHANTES A JESUS. Isto nos fala da EDIFICAÇÃO. Não é suficiente que sejam muitos; é necessário que tenham qualidade de vida (Efésios 1:4-5; II Coríntios 3:18; Efésios 4:13). Portanto, entendemos que o propósito de Deus envolve a MULTIPLICAÇÃO de vidas que vão ser edificadas em UNIDADE, para crescerem até a ESTATURA DE JESUS CRISTO.

".. até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo"

(Efésios 4:13).

Qual a nossa Posição dentro desse Propósito?

Aquilo que é um propósito no coração de Deus, para nós se constitui num CHAMADO, numa VOCAÇÃO (II Timóteo 1:8-9; Romanos 8:28-29).

Devemos ter os olhos iluminados para compreender nosso chamamento, a fim de que o propósito eterno, seja para nós, muito mais do que um estudo de apostila (Efésios 1:18).

De uma maneira simples definimos a nossa VOCAÇÃO como um CHAMADO para sermos participantes do propósito de Deus e COOPERADORES no seu cumprimento.

Aquele que recebe o propósito de Deus em seu coração, compreende o seu chamamento e torna-se prisioneiro desta vocação (Filipenses 3:12-14).

Devemos andar de modo digno desta vocação (Efésios 4:1-3) e esforçar-nos para confirmá-la (II Pedro 1:10).

Publicado em 26/03/2012

terça-feira, 6 de março de 2012

JESUS RESSUSCITOU


“ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela”. (Livro de Atos dos Apóstolos capitulo 2 versículo 24)

“Antes de tudo vos entreguei o que também recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as escrituras”. (1ª Epistola de Paulo aos Coríntios capitulo 15 versículos 3 e 4.)

A vida é maior do que a morte. A morte foi vencida, o sepulcro desprezado, Jesus ressuscitou, Jesus Cristo venceu, Jesus vive. “Tragada foi a morte pela vitória”… (1ª Epístola de Paulo aos Coríntios capitulo 15 versículo 55). A sentença de Deus “certamente morrerás” por causa do pecado (Genesis capitulo 2 versículo 17), se cumpre em Jesus, Jesus morreu em nosso lugar, pelos nossos pecados, o justo pelos injustos. A justiça de Deus é realizada na morte de Jesus Cristo na cruz do calvário, como havia sido profetizado pelo profeta Isaias no seu livro no capitulo 53, Deus nos amou e nos concedeu a sua salvação. Mas como a morte era o salário do pecado e Jesus em tudo agradou o Pai, foi obediente até a morte, nunca pecou, nem na sua boca se achou engano, a morte não pode retê-lo, JESUS RESSUSCITOU!!! E nós somos suas testemunhas.

“Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Evangelho de João capitulo 11 versículo 25). Esta verdade é tão importante, a vitória de Jesus na ressurreição é uma boa notícia de salvação, porque se Jesus não tivesse ressuscitado seria vã a nossa pregação e vã a vossa fé. Os apóstolos foram perseguidos porque anunciavam que Jesus ressuscitou.

Através da ressurreição, Jesus Cristo abriu o novo e vivo caminho de comunhão com o Pai, derrubou a parede de separação que havia entre Deus e o homem por causa do pecado e nos reconciliou com Deus. A ressurreição de Jesus é a vitória contra todo o mal, contra o mundo sem esperança e perdido e contra o pecado, que não tem mais domínio sobre nós. Cristo é a nossa esperança. Aquele que confessa a Jesus como o Senhor e crê que ele ressuscitou dentre os mortos recebe a salvação (Epístola de Paulo aos Romanos capitulo 10 versículos 9 e 10). Deus pode começar uma obra nesta vida, enchê-lo de esperança de ser transformado a imagem de Cristo, cumprindo o Propósito Eterno de Deus, conforme Epistola de Paulo aos Romanos capitulo 8 versículos 28 e 29. Este é o poder da ressurreição – aquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos também nos ressuscitará para vivermos em novidade de vida. “E ele morreu por todos, para que os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2ª Epístola de Paulo aos Coríntios capitulo 5 versículo 15).

Deus manifestou o seu supremo poder, ressuscitando a Jesus dos mortos. Todos os homens pecaram e um dia vão morrer. Jesus é o único que não pecou, e venceu a morte. Ele tem as chaves da morte e do inferno. Ele é quem decide quem vai viver eternamente. Quem crer e for batizado será salvo, quem porém, não crer será condenado (Evangelho de Marcos capitulo 16 versículos 15 e 16). “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1ª Epístola de João capitulo 5 versículos 11 e12

Autor: Mauro Werkhäuser